24 de mar. de 2010
19 de jan. de 2010
Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial 2010: Desenvolvimento e Mudança Climática

"Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial 2010: Desenvolvimento e Mudança Climática", publicação do Banco Mundial.
"Os países em desenvolvimento podem mudar suas pegadas de carbono enquanto promovem o desenvolvimento e reduzem a pobreza, mas isso depende de assistência técnica e financeira de países de alta renda, de acordo com o Relatório sobre Desenvolvimento Mundial 2010: Desenvolvimento e Alterações Climáticas. (World Development Report 2010: Development and Climate Change).
Países de alta renda também precisa agir rapidamente para reduzir as suas pegadas de carbono e impulsionar o desenvolvimento de fontes alternativas de energia para ajudar a combater as alterações climáticas. Se agirmos agora, um mundo "climaticamente inteligente" é possível e os custos para atingi-lo serão altos, mas ainda administráveis. Mas para atingirmos esta transformação, destaca o Relatório, precisamos agir agora, agir juntos e agir de modo diferente".
(sobre a publicação, clique aqui)
Mais:
Resumo executivo em português. (*.PDF - 50 p.)
Texto completo (em inglês)
Site do Banco Mundial sobre mudança climática: www.worldbank.org/climatechange
7 de jan. de 2010
Climate Change Science Compendium 2009

"Climate Change Science Compendium 2009", publicação do PNUMA/ONU (em inglês).
Resumo:
"Desde a perda de geleiras até a acidificação dos oceanos - Os impactos das Mudanças Climáticas surgem cada vez mais rápido. O Climate Change Science Compendium é uma análise realizada a partir de 400 grandes constribuições científicas para a nossa compreensão dos sistemas terrestres e do clima que foram lançadas nos últimos três anos por meio de literaturas revisadas por especialistas ou por instituições de pesquisa".
Download aqui.
22 de dez. de 2009
Refugiados ambientais de Kiribati

"Praticamente todos os 92 mil habitantes do arquipélago de Kiribati, formado por 33 ilhas no oceano Pacífico, vivem a no máximo 1 quilômetro do mar. O ponto mais alto do país fica quatro metros acima da água. Por isso, é uma das nações que correm risco de desaparecer como consequência do aquecimento global.
O governo já está considerando a possibilidade de realocar a população. O presidente, Anote Tong, pediu ajuda aos países desenvolvidos para ajudar a evacuar a população. Diz que não está sendo pessimista, apenas realista. Segundo ele, seu dever como presidente é fornecer opções aos moradores e evitar que eles sejam considerados refugiados caso tenham de abandonar as ilhas em razão da elevação do nível do mar. “Nós seremos refugiados se não fizermos nada”.
Não por acaso, durante a conferência do clima, em Copenhague, Kiribati e outros países insulares também ameaçados, como Maldivas e Tuvalu, organizaram-se para pressionar os países industrializados a diminuir suas emissões de CO2.
Kiribati não dispõe de muitos recursos naturais. As reservas comercialmente viáveis de fosfato foram esgotadas antes mesmo de obter a independência da Inglaterra, em 1979. Desde então, as exportações se concentram em pesca, algas marinhas e derivados de coco. O turismo também ocupa um papel importante na economia — atraiu 3 mil visitantes em 2008 e representa um quinto do PIB de US$ 580 milhões.
Apesar de ser um dos países com menor participação nas emissões mundiais, o arquipélago será um dos mais afetados pelo aquecimento global. De acordo com estimativa de 2006 do Carbon Dioxide Information Analysis Center, num ranking de 210 nações e territórios Kiribati é o 34º que menos emitiu gás carbônico por habitante: 0,31 tonelada per capita. Nos Estados Unidos, por exemplo, o número é 60 vezes maior (18,9 toneladas). No mesmo ano, o Brasil emitiu 1,8 tonelada por habitante.
Apesar de alguns especialistas negarem os efeitos do aquecimento global, para a população de Kiribati as mudanças já estão bem visíveis. No vídeo abaixo, Takaare Tebuaka, morador da ilha, mostra o lugar onde ficava sua casa dez anos atrás, hoje totalmente ocupado pelo mar. “Nossa casa desapareceu por causa da erosão”, afirma. Os moradores são obrigados a reconstruir suas moradias constantemente, para fugir do avanço do mar".
Fonte e imagem: PNUD
11 de dez. de 2009
"FAO adverte sobre efeitos da mudança climática na pesca"

"A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) advertiu nesta sexta sobre as ameaças da mudança climática para a pesca e para a aquicultura, e a falta de preparação dos países para enfrentá-las.
As atuais dificuldades devido à sobrepesca, a perda de habitats e a má gestão, a pesca não está preparada para fazer frente aos problemas derivados da mudança climática, adverte a FAO, em um relatório publicado hoje.
O organismo da ONU aponta, além disso, que os pequenos países insulares em desenvolvimento, que dependem da pesca e da aquicultura para mais de 50% de sua ingestão de proteínas animais, se encontram em uma posição particularmente vulnerável.
Além disso, acrescenta o estudo da FAO, a pesca continental, 90% da qual é praticada na África e na Ásia, está igualmente em perigo, o que significa uma ameaça para a provisão de alimentos e os meios de subsistência de algumas das populações mais pobres do mundo.
A FAO alerta, além disso, que "a previsão é de que o aquecimento na África e Ásia Central se situe acima da média mundial e alguns prognósticos sugerem que em 2100 serão percebidos efeitos negativos importantes em 25% dos ecossistemas aquáticos interiores da África".
Além disso, a piscicultura será afetada, pois "o aumento do nível do mar durante as próximas décadas aumentará a salinidade de águas".
A FAO explica que o relatório, que foi redigido por especialistas de todo o mundo, "é uma das análises mais completas realizadas até hoje dos conhecimentos científicos sobre o impacto do aquecimento global na atividade pesqueira".
O relatório explica que, "em poucos anos, o aumento das temperaturas impactará na fisiologia dos peixes e produzirá mudanças na distribuição, tanto de espécies de água doce quanto de marinhas, mudará os ciclos reprodutivos e provocará mudanças em sua abundância".
As populações de peixes que vivem nas regiões polares poderiam aumentar com temperaturas mais quentes, enquanto as populações nas regiões equatoriais sofrerão uma queda.
"São necessárias medidas de adaptação urgentes em resposta às oportunidades e às ameaças para a provisão de alimentos e meios de subsistência provocadas pelas variações do clima", conclui o documento da FAO.
COP-15
A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, de 7 a 18 de dezembro, que abrange 192 países, vai se reunir em Copenhague, na Dinamarca, para a 15ª Conferência das Partes sobre o Clima, a COP-15. O objetivo é traçar um acordo global para definir o que será feito para reduzir as emissões de gases de efeito estufa após 2012, quando termina o primeiro período de compromisso do Protocolo de Kyoto".
Fonte: Terra
(infográfico constante na notícia)
