19 de abr. de 2010
"Lavoura sustentável aumenta safra e lucro", diz estudo
10 de abr. de 2010
"Fantasma da fome volta a assombrar a África"
"Levantamento de ONGs mostra que quase 46% das crianças de região sudanesa estão desnutridas
O Programa Mundial de Alimentos quadruplicou sua assistência de janeiro a março e passou a alimentar 80 mil pessoas na área. Mesmo assim, crianças com braços esquálidos, costelas protuberantes e estômagos inchados enchiam na quinta-feira passada a sala de um hospital, enquanto anciões que vivem nos entornos de Akobo se resguardavam à sombra, sem forças para caminhar.
As agências internacionais de ajuda se preparam para o pior. Mesmo se as chuvas da primavera (no Hemisfério Norte) se confirmarem, a colheita não chegará até o outono. A seca é especialmente preocupante porque a maior parte da população vive da agricultura.
– E, se não chover, a situação se agravará – disse Galiek Galou, um dos três médicos do hospital da localidade.
Além disso, mesmo se os moradores tivessem dinheiro, estariam em dificuldade, porque não há o que comprar, afirma Galou. Em uma das salas do hospital, umas 10 crianças permanecem quase imóveis, com os rostos abatidos e ossos que parecem esticar a pele. As organizações internacionais Save the Children e Medair procuraram os que estão mais mal alimentados e encontraram 253 em situação de severa desnutrição, isto é, morreriam sem uma ajuda imediata. Eles são alimentados com manteiga de amendoim reforçada com outros nutrientes.
Situação está muito além do nível de emergência
Uma pesquisa recente de ambas as ONGs indicou que quase 46% das crianças da região estão desnutridas. Lise Grande, a mais alta funcionária das Nações Unidas no sul do Sudão, afirmou que a maioria das organizações humanitárias já consideram um percentual de 15% como uma situação emergencial.
– Este ano, 4,3 milhões de pessoas no sul do Sudão vão necessitar de algum tipo de assistência alimentar. Quando um país tem tanta gente necessitada de alimentos, se pode avaliar a magnitude da crise que temos de enfrentar aqui – aponta Lise.
Localizada no sudeste sudanês, Akobo se situa em uma região isolada, palco de conflitos tribais que provocaram o deslocamento de quase 400 mil pessoas. A crise alimentar também é um legado de uma devastadora guerra civil de 21 anos que deixou milhões de mortos. O conflito não está ligado aos combates na região de Darfur, no oeste do Sudão, que causaram 300 mil mortos e 2,7 milhões de refugiados desde seu início, em 2003".
| Problema antigo |
| Infelizmente, a situação enfrentada no Sudão não é a primeira crise humanitária no país ou na África: |
| - A República Democrática do Congo, na região central da África, era palco em 2008 de uma crise humanitária que obrigou 1 milhão de pessoas a deixar suas casas. Motivo: combates entre rebeldes, milícias e tropas do governo. |
| - Em 1984, uma grave crise atingiu a Etiópia, quando a fome matou cerca de 1 milhão de habitantes. Em 2008, o problema ressurgiu devido a uma nova seca – a maioria dos etíopes vive da agricultura. |
Notícia e imagem publicada em Zero Hora, 10 de abril de 2010 | N° 16301
11 de dez. de 2009
"FAO adverte sobre efeitos da mudança climática na pesca"

"A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) advertiu nesta sexta sobre as ameaças da mudança climática para a pesca e para a aquicultura, e a falta de preparação dos países para enfrentá-las.
As atuais dificuldades devido à sobrepesca, a perda de habitats e a má gestão, a pesca não está preparada para fazer frente aos problemas derivados da mudança climática, adverte a FAO, em um relatório publicado hoje.
O organismo da ONU aponta, além disso, que os pequenos países insulares em desenvolvimento, que dependem da pesca e da aquicultura para mais de 50% de sua ingestão de proteínas animais, se encontram em uma posição particularmente vulnerável.
Além disso, acrescenta o estudo da FAO, a pesca continental, 90% da qual é praticada na África e na Ásia, está igualmente em perigo, o que significa uma ameaça para a provisão de alimentos e os meios de subsistência de algumas das populações mais pobres do mundo.
A FAO alerta, além disso, que "a previsão é de que o aquecimento na África e Ásia Central se situe acima da média mundial e alguns prognósticos sugerem que em 2100 serão percebidos efeitos negativos importantes em 25% dos ecossistemas aquáticos interiores da África".
Além disso, a piscicultura será afetada, pois "o aumento do nível do mar durante as próximas décadas aumentará a salinidade de águas".
A FAO explica que o relatório, que foi redigido por especialistas de todo o mundo, "é uma das análises mais completas realizadas até hoje dos conhecimentos científicos sobre o impacto do aquecimento global na atividade pesqueira".
O relatório explica que, "em poucos anos, o aumento das temperaturas impactará na fisiologia dos peixes e produzirá mudanças na distribuição, tanto de espécies de água doce quanto de marinhas, mudará os ciclos reprodutivos e provocará mudanças em sua abundância".
As populações de peixes que vivem nas regiões polares poderiam aumentar com temperaturas mais quentes, enquanto as populações nas regiões equatoriais sofrerão uma queda.
"São necessárias medidas de adaptação urgentes em resposta às oportunidades e às ameaças para a provisão de alimentos e meios de subsistência provocadas pelas variações do clima", conclui o documento da FAO.
COP-15
A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, de 7 a 18 de dezembro, que abrange 192 países, vai se reunir em Copenhague, na Dinamarca, para a 15ª Conferência das Partes sobre o Clima, a COP-15. O objetivo é traçar um acordo global para definir o que será feito para reduzir as emissões de gases de efeito estufa após 2012, quando termina o primeiro período de compromisso do Protocolo de Kyoto".
Fonte: Terra
(infográfico constante na notícia)
10 de dez. de 2009
Brasil pode sofrer colapso no abastecimento
"Dois terços das cidades brasileiras operam no limite da capacidade de fornecimento de água, segundo a Agência Nacional das Águas (ANA). O estudo mostra que as cidades podem entrar em colapso no abastecimento caso não sejam realizadas ampliações nas instalações atuais.
Para garantir a oferta de água, seria necessário investimento de R$ 18,2 bilhões até 2015. Segundo a ANA, o colapso pode ocorrer às vésperas da Olimpíada de 2016 ou logo depois da Copa de 2014, ambas no Brasil".
Fonte: Zero Hora, edição de 10.12.2009.
Veja ainda: íntegra da notícia divulgada pela Agência Nacional de Águas
Atlas de Abastecimento Urbano de Água
