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19 de jan. de 2011

Jogo ensina lições sobre sustentabilidade


"Pesquisadores da Universidade de Leicester desenvolveram um jogo para ajudar crianças a aprenderem sobre modos de vida sustentáveis. "O Jogo da Sustentabilidade" foi inspirado por uma viagem à África e já está sendo disponibilizado para alunos de mais de 14 mil escolas britânicas.
O jogo promove o uso sustentável dos recursos naturais e foi desenvolvido em contato com a população da região do Lago Bogoria, no Quênia. Os locais instruíram os pesquisadores sobre as dificuldades que têm no dia-a-dia e quais questões são particularmente importantes para eles.
A ideia é baseada em um jogo de milhares de anos chamado Bao, jogado em qualquer lugar pelos locais com pedras e duas fileiras de oito buracos no chão. Arqueólogos encontraram o padrão de buracos do jogo em escavações pré-históricas.
Como parte do desafio do jogo as crianças devem aprender a usar recursos como a água, árvores, pastos de maneira equilibrada e sustentável. O jogo ensina como todas essas partes do ecossistema estão interligadas e como o uso de cada uma delas gera impacto em todas as outras."

Fonte: Estadão

7 de nov. de 2010

Reportagem: "Cultivando Água Boa"


"O Brasil é tão rico em água que a gente até pensa que esse é um recurso infinito pelo país. Mas não é. Hoje em dia, a paisagem de rios secando se tornou até comum em várias regiões.
É o que acontece no oeste do Paraná, ao lado da grande barragem de Itaipu. Lá também já existem córregos e riachos que secaram por causa da má conservação do solo e da falta de proteção às nascentes. Mas essa realidade está mudando.
Mesmo na seca, um dos maiores espetáculos da natureza são as Cataratas do Iguaçu, que, na língua do índio, quer dizer água grande. Parece água que não acaba mais. No entanto, dia após dia esse produto se torna tão precioso que já existe gente pensando em produzir água, fazer cultivo de água.
Vinte e nove municípios do oeste do Paraná fizeram um pacto para a defesa de suas nascentes. É o Programa Cultivando Água Boa, coordenado pela Hidrelétrica de Itaipu." 


2 de set. de 2010

Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2010 - IDS 2010


"A construção de indicadores de desenvolvimento sustentável no Brasil integra-se ao conjunto de esforços internacionais para concretização das ideias e princípios formulados na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992, no que diz respeito à relação entre meio ambiente, desenvolvimento e informações para a tomada de decisões.
Com a publicação Indicadores de desenvolvimento sustentável: Brasil 2010, o IBGE dá continuidade à série iniciada em 2002, reafirmando, mais uma vez, seu compromisso de disponibilizar à sociedade um conjunto de informações sobre a realidade brasileira, em suas dimensões ambiental, social, econômica e institucional. 
Na atual edição, são apresentados 55 indicadores que, em sua maior parte, correspondem àqueles constantes na edição de 2008 – todos revistos e atualizados – e originam-se de estudos e levantamentos do IBGE e de outras instituições. Fornecem, em sua dimensão ambiental, informações relacionadas ao uso dos recursos naturais e à degradação ambiental, organizadas nos temas atmosfera, terra, água doce, mares e áreas costeiras, biodiversidade e saneamento. Em sua dimensão social, os indicadores vinculam-se à satisfação das necessidades humanas, melhoria da qualidade de vida e justiça social, abrangendo os temas população, trabalho e rendimento, saúde, educação, habitação e segurança. A dimensão econômica dos indicadores busca retratar o desempenho macroeconômico e financeiro e os impactos no consumo de recursos materiais e uso de energia mediante a abordagem dos temas quadro econômico e padrões de produção e consumo. Por sua vez, a dimensão institucional, desdobrada nos temas quadro institucional e capacidade institucional, oferece informações sobre a orientação política, a capacidade e os esforços realizados com vistas às mudanças necessárias para a implementação do desenvolvimento sustentável." (ler mais aqui)


Sobre os dados apurados pelo IBGE, veja as seguintes reportagens:

10 de mai. de 2010

Energia elétrica gerada da lama

 "Projeto da Universidade Federal de Rio Grande reaproveitará sedimento retirado de canal portuário para gerar energia suficiente para abastecer uma cidade de 1 milhão de habitantes"

"Da mistura de lama, areia e resíduos orgânicos, retirada do fundo do mar, virá a energia capaz de abastecer uma cidade de 1 milhão de habitantes. Um projeto pioneiro desenvolvido no Rio Grande do Sul promete gerar energia elétrica a partir de micro-organismos presentes nos sedimentos da dragagem do canal do Porto de Rio Grande. Em cinco anos, a usina ecológica poderá chegar ao pico de 580 megawats por hora e economizar até R$ 6 bilhões.
– É a capacidade de uma termelétrica do porte de Candiota, sem a produção de gás carbônico. Uma nova fonte de energia, com grande potencial de exploração – destaca o professor Fabrício Santana.
Ao lado da professora Cristiane Ogrodowski, Santana coordena o estudo desenvolvido há dois anos no Laboratório de Controle de Poluição da Escola de Química e Alimentos (EQA) da Universidade Federal do Rio Grande (Furg). Marcos Satte de Amarante, Renato Dutra Pereira Filho, Henrique Bernardelli e Sérgio Przyzylski completam o grupo. Mais do que uma fonte de energia, a iniciativa resolve um problema comum a todos os portos: o que fazer com o material dragado?
As dragagens são processos para remover sedimentos que se acumulam com o tempo no fundo do mar, a fim de manter ou aumentar a profundidade dos canais portuários, garantindo o acesso seguro dos navios. Em Itajaí, Santa Catarina, é utilizado o sistema de injeção d’água, que limpa o canal e redistribui os sedimentos. Já em Rio Grande o sistema é o de sucção. Uma embarcação chamada draga suga os resíduos, descartados a 20 quilômetros da costa, em áreas de grandes profundidades.
É deste material, aparentemente sem serventia, que virá a energia elétrica, além de milhares de toneladas de areia e lama. Para isso, os pesquisadores adotam a tecnologia do micróbio elétrico (micro-organismo com capacidade de gerar eletricidade), que teve por base descobertas da década de 60, na Bélgica e nos Estados Unidos. O processo aproveita todo o sedimento retirado do canal. Areia e lama, que correspondem a 96% do material, podem ser comercializadas na construção civil. O restante, onde estão presentes os micróbios elétricos, é utilizado na produção de energia.
O processo aproveita a respiração desses micróbios, que durante a queima (oxidação) da matéria orgânica liberam elétrons, captados por um condutor que gera a corrente elétrica (eletrodos). Associado ao sistema, um circuito elétrico converte a voltagem para valores comerciais tradicionais – 110 ou 220 volts.
Em pequena escala, como nos trabalhos realizados em laboratórios hoje, a quantidade de energia obtidas parece pequena. Porém, como a dragagem do Porto do Rio Grande produz 1,5 milhão de metros cúbicos de sedimentos ao ano, os números decolam. Em cinco anos, segundo a previsão do próprio porto, serão removidos 6,5 milhões de metros cúbicos de resíduos.
A materialização dessa tecnologia depende da construção de uma planta piloto para o tratamento dos sedimentos, prevista para começar no segundo semestre. Para isso, a Secretaria Estadual da Ciência e Tecnologia investirá R$ 300 mil, o porto cederá a área e mais R$ 60 mil, e a Furg subsidiará outros R$ 640 mil, pagos em horas de trabalho dos pesquisadores. No total será investido R$ 1 milhão em três anos.
– Torna o processo de dragagem sustentável. Alia geração de renda e preservação ambiental – destaca o oceanólogo Lauro Calliari, estudioso dos sedimentos dragados".
Reportagem e imagem de Zero Hora,  edição de 10 de maio de 2010, n° 16331 (íntegra aqui).
Reportagem em texto e vídeo Jornal Nacional 03.06.2010