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1 de out. de 2010

Acesso à água


"Estudo publicado na revista científica Nature indica que 80% da população mundial vive em áreas em que o abastecimento de água potável não é assegurado. De acordo o estudo, cerca de 3,4 bilhões de pessoas enfrentam as piores ameaças.
Segundo os pesquisadores, o hábito ocidental de conservar água para suas populações em reservatórios funciona para as pessoas, mas não para a natureza. Para os cientistas, os países em desenvolvimento não devem seguir esse caminho, mas investir em estratégias de gerenciamento hídrico que mesclem infra-estrutura com opções naturais, como bacias hidrográficas e pântanos.
Os cientistas prevêem uma piora do cenário nos próximos anos com o aumento da população e as mudanças climáticas. “O que mapeamos foi um padrão de ameaças em todo o planeta, apesar dos trilhões de dólares gastos em engenharias paliativas”, disse o responsável pelo estudo Charles Vorosmarty, do City College de Nova York, referindo-se a represas, canais e aquedutos usados para assegurar o abastecimento de cidades. No mapa das ameaças ao abastecimento, parte da Europa e da América do Norte aparecem em condições ruins.
Mas quando o impacto da infra-estrutura criada para distribuir e conservar a água é adicionado, as ameaças desaparecem destas regiões, à exceção da África, que parece estar rumando para a direção oposta. “O problema é que sabemos que uma fatia enorme da população mundial não pode pagar por estes investimentos”, disse Peter McIntyre, da Universidade de Wisconsin, que também participou da pesquisa. “Na verdade, estes investimentos beneficiam menos de um bilhão de pessoas, o que significa que excluímos a grande maioria da população mundial”, disse ele.
Mesmo em países ricos, esta não é a opção mais inteligente. Poderíamos continuar a construir mais represas ou explorar mais fundo o subterrâneo, mas, mesmo se tivermos dinheiro para isso, não é uma saída eficiente em termos de custo”, afirmou McIntyre.
 Os pesquisadores criticaram a forma como a água foi tratada no ocidente. Um exemplo citado é o abastecimento de água da cidade de Nova York, feito por fontes nas montanhas de Catskill. Essas águas historicamente não precisavam de filtragem até a década de 1990, quando a poluição “agricultural” mudou o cenário. A solução adotada, dizem, um programa de conservação de terras, se provou mais barata do que a alternativa de construção de unidades de tratamento. Para os pesquisadores, países desenvolvidos e os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) não conseguirão investir em infra-estrutura de abstecimento os US$ 800 bilhões que o estudo julga necessários até 2015."

Notícia e imagem publicadas pela Redação Sociedade Sustentável em 30.09.2010 

Link para o artigo "Global threats to human water security and river biodiversity", publicado pela Nature.

25 de set. de 2010

Publicação


Boletim Regional, Urbano e Ambiental
Número 4, julho/2010 (edição dedicada ao tema das mudanças do clima).

Sumário:

- Economia da mudança do clima no Brasil
- O impacto das mudanças climáticas na lucratividade das atividades agrícolas no Brasil
- Vulnerabilidade socioeconômica da agricultura familiar brasileira às mudanças  climáticas: o desafio da avaliação de realidades complexas
- Aspectos regulatórios das mudanças climáticas no Brasil
- O Protocolo de Quioto e sua regulamentação no Brasil
- Do MDL às NAMAs: perspectivas para o financiamento do desenvolvimento sustentável brasileiro
- de Copenhague a Cancún: dúvidas e expectativas
- Análise das metas do Acordo de Copenhague
- O estágio atual das negociações sobre NAMAs: implicações para o Brasil e para o futuro das negociações sobre mudanças climáticas
- Novo contexto da agricultura: alta produtividade + eficiência no uso da terra = baixas emissões de GEEs
- Mecanismo de redução de emissões por desmatamento e degradação florestal em países em desenvolvimento (REDD) e sua aplicação no caso brasileiro
- Justiça climática e eventos climáticos extremos: o caso das enchentes no Brasil

Download aqui.

16 de set. de 2010

Camada de Ozônio: ONU anuncia que os esforços mundiais deram resultado


Segundo a ONU, os esforços internacionais para a proteção da camada de ozônio deram êxito, pois contribuíram para deter a sua deteriorização e por ter mitigado os efeitos dos gases contaminantes.
Segundo o relatório conjunto da Organização Meteorológica Mundial (OMM – WMO, em inglês) e o Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA – UNEP, em inglês), Scientific Assessment of Ozone Depletion: 2010 (Avaliação Científica da Degradação da Camada de Ozônio 2010), não houve redução da Camada de Ozônio nos últimos 10 anos.
O Secretario Geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou o papel das iniciativas como a do Protocolo de Montreal, que foi responsável pela eliminação de 98% da produção e consumo de produtos químicos perigosos até agora.
(Fonte: ONU, Imagem: WMO) 

Mais sobre o assunto:

 - Página da ONU sobre o Dia Internacional da Preservação da Camada de Ozônio, comemorado na data de 16 de setembro (em espanhol)

2 de set. de 2010

Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2010 - IDS 2010


"A construção de indicadores de desenvolvimento sustentável no Brasil integra-se ao conjunto de esforços internacionais para concretização das ideias e princípios formulados na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992, no que diz respeito à relação entre meio ambiente, desenvolvimento e informações para a tomada de decisões.
Com a publicação Indicadores de desenvolvimento sustentável: Brasil 2010, o IBGE dá continuidade à série iniciada em 2002, reafirmando, mais uma vez, seu compromisso de disponibilizar à sociedade um conjunto de informações sobre a realidade brasileira, em suas dimensões ambiental, social, econômica e institucional. 
Na atual edição, são apresentados 55 indicadores que, em sua maior parte, correspondem àqueles constantes na edição de 2008 – todos revistos e atualizados – e originam-se de estudos e levantamentos do IBGE e de outras instituições. Fornecem, em sua dimensão ambiental, informações relacionadas ao uso dos recursos naturais e à degradação ambiental, organizadas nos temas atmosfera, terra, água doce, mares e áreas costeiras, biodiversidade e saneamento. Em sua dimensão social, os indicadores vinculam-se à satisfação das necessidades humanas, melhoria da qualidade de vida e justiça social, abrangendo os temas população, trabalho e rendimento, saúde, educação, habitação e segurança. A dimensão econômica dos indicadores busca retratar o desempenho macroeconômico e financeiro e os impactos no consumo de recursos materiais e uso de energia mediante a abordagem dos temas quadro econômico e padrões de produção e consumo. Por sua vez, a dimensão institucional, desdobrada nos temas quadro institucional e capacidade institucional, oferece informações sobre a orientação política, a capacidade e os esforços realizados com vistas às mudanças necessárias para a implementação do desenvolvimento sustentável." (ler mais aqui)


Sobre os dados apurados pelo IBGE, veja as seguintes reportagens:

18 de mai. de 2010

"Estudo diz que agrotóxicos podem aumentar risco de déficit de atenção em crianças"

"Na pesquisa, os jovens que tinham resíduos acima da média de um tipo de agrotóxico comum apresentaram risco de desenvolver o déficit de atenção duas vezes maior que o resto do grupo."

"Um estudo da Academia Americana de Pediatria mostrou que o consumo de alimentos com agrotóxicos pode estar relacionado com um transtorno que afeta crianças e adolescentes.
Uma dieta de frutas, legumes, verduras e uma criança hiperativa. Entre elas, pode existir uma relação chamada agrotóxico. Os produtos químicos usados para melhorar a produção, livrar os alimentos das pragas, agem no sistema nervoso dos insetos e o efeito pode ser semelhante nas pessoas.
Para testar a ligação entre os agrotóxicos mais usados nos Estados Unidos com o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, cientistas americanos e canadenses fizeram uma pesquisa com mais de 1,1 mil crianças de 8 a 15 anos.
Entre elas, 119 foram diagnosticadas com o transtorno. Ao analisar o resultado dos exames de urina dos jovens concluíram: os que tinham resíduos acima da média de um tipo de agrotóxico comum, chamado de organofosforado, apresentaram risco de desenvolver o déficit de atenção duas vezes maior que o resto do grupo.
Este foi o maior estudo em relação ao efeito dos agrotóxicos no comportamento infantil. Só nos Estados Unidos, o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade atinge 4,5 milhões de crianças e a metade toma medicamentos para tentar controlar o distúrbio.
Se os agrotóxicos também podem provocar isso, a orientação dos médicos é: lave bastante os alimentos antes de comer e procure os que são produzidos sem agentes químicos. Alimentos saudáveis não só na aparência."

11 de mai. de 2010

"Perda de biodiversidade já ameaça economia, diz ONU"


"A destruição de ecossistemas da Terra deve começar a afetar economias de vários países nos próximos anos, de acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado nesta segunda-feira.
O Terceiro Panorama Global de Biodiversidade (Global Biodiversity Outlook ou GBO-3, na sigla em inglês) afirma que vários ecossistemas podem estar próximos de sofrer mudanças irreversíveis, tornando-se cada vez menos úteis à humanidade.
Entre estas mudanças, segundo o relatório da ONU estariam o desaparecimento rápido de florestas, a proliferação de algas em rios e a morte generalizada de corais.
Até o momento, a ONU calculou que a perda anual de florestas custa entre US$ 2 trilhões e US$ 5 trilhões, um número muito maior que os prejuízos causados pela recente crise econômica mundial.
O cálculo foi feito com base nos valores estipulados em um projeto chamado Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade (EEB) para serviços prestados pela natureza, como a purificação da água e do ar, a proteção de regiões litorâneas de tempestades e a manutenção da natureza para o ecoturismo. 
"Muitas economias continuam cegas ao enorme valor da diversidade de animais, plantas e outras formas de vida e ao seu papel no funcionamento de ecossistemas saudáveis", disse o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner.
"A humanidade criou a ilusão de que, de alguma forma, é possível se virar sem biodiversidade, ou de que isso é periférico no mundo contemporâneo", disse ele.
"Na verdade, precisamos dela mais do que nunca em um planeta com seis bilhões de pessoas indo a nove bilhões em 2050."
Segundo a ONU, quanto maior for a degradação dos ecossistemas, maior será o risco de que elas percam grande parte de sua utilidade prática para o homem.
Exemplo brasileiro
A Amazônia é citada como um dos ecossistemas ameaçados de atingir o chamado "ponto sem volta", mesmo com a recente diminuição nas taxas de desmatamento e com o plano de redução do desmatamento, que prevê a redução de 80% até 2020 em relação à média registrada entre 96 e 2005.
O relatório da ONU cita um estudo coordenado pelo Banco Mundial que afirma que se a Amazônia perder 20% de sua cobertura original, em 2025, certas partes da floresta entrariam em um ciclo de desaparecimento agravado por problemas como mudanças climáticas, queimadas e incêndios.
O relatório ressalta que o plano brasileiro deixaria o desmatamento acumulado muito próximo de 20% da cobertura original.
No entanto, o Brasil também é citado como exemplo no que diz respeito à criação de áreas de proteção ambiental.
"Alguns poucos países tiveram uma contribuição desproporcional para a expansão da rede global de áreas protegidas (que, segundo o relatório cresceu 57%): dos 700 mil quilômetros quadrados transformados em áreas de proteção desde 2003, quase três quartos ficam no Brasil, em grande parte, resultado do Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa)."
Na Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD, na sigla em inglês), no mês passado, cientistas afirmaram que os governos nacionais não conseguiriam respeitar as suas metas de redução da perda de biodiversidade até 2010.
"Não são boas notícias", disse o secretário-executivo da CBD, Ahmed Djoglaf.
"Continuamos a perder biodiversidade em um ritmo nunca visto antes na História. As taxas de extinção podem estar até mil vezes acima da taxa histórica."
Metas fracassadas
A ONU diz ainda que a variedade de vertebrados no planeta - uma categoria que abrange mamíferos, répteis, pássaros, anfíbios e peixes - caiu cerca de um terço entre 1970 e 2006.
A meta de redução de perda de biodiversidade foi acertada durante uma reunião em Johanesburgo, na África do Sul, em 2002. No entanto, já se sabia que seria difícil mantê-la.
A surpresa do relatório GBO-3 é que outras 21 metas subsidiárias tampouco serão cumpridas globalmente.
Entre elas, estão a redução da perda e degradação de habitats, a proteção de pelo menos 10% das regiões ecológicas do planeta, controle da disseminação de espécies invasivas e a prevenção de extinção de espécies devido ao comércio internacional.
Uma sinal claro do fracasso registrado no relatório é que nenhum dos países envolvidos conseguirá atingir todas as metas até o fim do ano."

Notícia publicada pela Folha Online em 10.05.2010 (as hiperligações foram acrescentadas).

Download da publicação: versão em português (Panorama da Biodiversidade Global 3), inglês (Global Biodiversity Outlook 3) ou espanhol (Perspectiva mundial sobre la biodiversidad 3).

Outras informações sobre o Global Biodiversity Outlook 3:

Global Biodiversity Outlook is the flagship publication of the Convention on Biological Diversity. Drawing on a range of information sources, including National Reports, biodiversity indicators information, scientific literature, and a study assessing biodiversity scenarios for the future [4MB], the third edition of Global Biodiversity Outlook (GBO-3) summarizes the latest data on status and trends of biodiversity and draws conclusions for the future strategy of the Convention.
On 10 May 2010, the third edition of Global Biodiversity Outlook is being launched in a number of cities around the world, including Alexandria, Bonn, Brasilia, Chamonix, London, Manama, Montreal, New York, Nairobi, Panama, and Tokyo. The press release, regional summaries of GBO-3 and other material are accessible on the Resources page.

Conheça também o Portal Brasileiro sobre Biodiversidade - PORTALBio

10 de mai. de 2010

Núcleo de Estudos em Direito Internacional Ambiental da UFPR/NDI - ano 2010


Estão abertas as inscrições para as Atividades do Núcleo de Estudos em Direito Internacional Ambiental da UFPR/NDI - ano 2010.
O curso é gratuito e tem como público-alvo a comunidade acadêmica e a comunidade em geral, com interesse ou experiência na área internacional e com domínio em uma ou mais línguas estrangeitas.  As inscrições devem ser feitas até 20.05.2010.
Este curso de extensão, realizado em parceria com a Comissão de Meio Ambiente da OAB/PR, tem por objetivo fazer uma investigação sobre o tema do meio ambiente, através do estudo do tratamento jurídico internacional e nacional que se lhe destina. Busca proporcionar aos participantes um conhecimento técnico e crítico sobre o tema, com embasamento doutrinário e prático, sem desconectá-lo da realidade internacional de um mundo nocivo ao meio ambiente e injusto socialmente, nem da realidade de um país biodiverso como o Brasil.
Coordenação: Professora Tatyana Scheila Friedrich (UFPR) e Dra. Daniela Slongo (OAB/PR)
Reuniões mensais: última Quinta-feira de cada mês, 18h30, terceiro andar, Praça Santos Andrade, em Curitiba, Paraná, Brasil – conforme calendário provisório .
Maiores informações aqui.

22 de mar. de 2010

"Água poluída mata mais do que todos os tipos de violência, alerta ONU"


"O consumo e o uso de água não tratada e poluída matam mais do que todas as formas de violência, segundo relatório divulgado hoje (22.03.2010), no Dia Mundial da Água, em Nairóbi, no Quênia, na África. O documento intitulado Água Doente foi elaborado pelo Programa para o Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep, na sigla em inglês de United Nations Environment Programme). O estudo afirma que pelo menos 1,8 bilhão de crianças com menos de 5 anos de idade morrem por ano em decorrência da “água doente” – o que representa uma morte a cada 20 segundos. Por isso, alerta para a necessidade de adoção de medidas urgentes.
De acordo com o relatório, as populações urbanas deverão dobrar de tamanho nas próximas quatro décadas. A projeção é que os números subam dos atuais 3,4 bilhões para mais de 6 bilhões de pessoas. Nas grandes cidades já há carência de gestão adequada das águas residuais em decorrência do envelhecimento do sistema, de falhas na infraestrutura ou de esgoto insuficiente.
Isso significa que mais pessoas agora morrem [por causa] de água contaminada e poluída do que de todas as formas de violência, inclusive guerras. A água contaminada é também um fator chave no aumento de vidas vegetais e animais mortas em mares e oceanos de todo o mundo”, diz o documento, informando que 2 bilhões de toneladas de resíduos são jogadas em águas de todo o mundo por ano.
Segundo o documento, substâncias que compõem um poluente de águas residuais, como nitrogênio e fósforo, podem ser úteis na produção de fertilizantes para a agricultura. O alerta é acompanhado pela informação de que 10% da população mundial consomem alimentos alimentos cultivados com águas residuais para irrigação e adubação.
É um desafio que vai aumentar, pois o mundo sofre rápida urbanização e industrialização, além de crescente demanda por carnes e outros alimentos, a não ser que se tomem medidas decisivas”, adverte o estudo".

Notícia publicada pela Agência Brasil (por Renata Giraldi). (Imagem: Folha OnLine)

sobre o Relatório Clearing the Waters: A Focus on Water Quality Solutions
"The publication addresses the urgency of controlling pollution and preserving water quality around the world. The past few decades have focused on the importance of water quantity in meeting basic human and ecosystem needs for water. Water quality is as important as water quantity for satisfying human and environmental needs, and yet has received far less investment, scientific support, and public attention. An overview of water-quality challenges details the contaminants and human activities that affect water quality. Water quality impacts human health, water quantity, livelihood, and economic activity, and climate change. Emerging contaminants, population growth and urbanization also present additional stresses to water quality. This publication quantifies the issues and uses case studies to illustrate both problems and solutions. With an emphasis on water-quality solutions, strategies for water-quality institutions and data, pollution prevention, treatment, and ecological restoration are laid out, with mechanisms to further the goal of clean water for a healthy world. It concludes by highlighting the main findings and key policy recommendations" (maiores informações aqui).
Download do relatório aqui.

2 de mar. de 2010

"Vision 2050: A Nova Agenda para as Empresas"


"Relatório do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (World Business Council for Sustainable Development - WBCSD), divulgado em Nova Délhi, na Índia, estima em US$ 6,2 trilhões as novas oportunidades de negócios para as empresas que se anteciparem na condução de uma pauta de desenvolvimento sustentável.
O trabalho Vision 2050: A Nova Agenda para as Empresas levou 18 meses para ser preparado e tem o objetivo de permitir a empresários que desenvolvam estratégias para que, em 2050, cerca de 9 bilhões de pessoas possam viver bem, com boa saúde, alimentação, moradia, energia, mobilidade e educação. O documento de 80 páginas estabelece um cenário em que a sociedade global alcança esse padrão sem danos adicionais à biodiversidade, ao clima ou ao ecossistema. O Conselho Mundial Empresarial é uma organização que reúne 29 empresas internacionais de 14 setores da economia.
(...)
De acordo com o documento, entre as ações que devem ser realizadas para que se possa caminhar no sentido da formação de uma sociedade sustentável estão:
(a) Atendimento das necessidades de desenvolvimento de cerca de 9 bilhões de pessoas, permitindo a capacitação educacional e econômica, especialmente de mulheres, bem como o desenvolvimento radical de soluções, estilos de vida e comportamentos mais ecoeficientes.
(b) Incorporação à estrutura do mercado dos custos de externalidades e impactos de produção, começando pelo carbono, serviços do ecossistema e água.
(c) Duplicação da produção agrícola sem aumentar a área de terra ou a água utilizadas.
(d) Fim do desmatamento e aumento dos benefícios das florestas plantadas.
(e) Cortar pela metade, até 2050, as emissões de carbono em todo o mundo (com base nos níveis de 2005), com a emissão de gases do efeito estufa atingindo o pico por volta de 2020, passando-se a dar preferência a sistemas de energia de baixo carbono e uma grande melhora na eficiência de energia no lado da demanda.
(f) Proporcionar acesso universal à mobilidade de baixo carbono.
(g) Melhorar, de quatro a dez vezes, o uso de recursos e materiais.
(h) Como parte dessa transformação, o Vision 2050 conclama as empresas a trabalhar com governos e sociedades em todo o mundo, para transformar os mercados e a concorrência".

(Texto: Sociedade Sustentável - Terra)
Detalhes da publicação aqui (em inglês)
Download da publicação aqui.

7 de jan. de 2010

Climate Change Science Compendium 2009


"Climate Change Science Compendium 2009", publicação do PNUMA/ONU (em inglês).
Resumo:
"Desde a perda de geleiras até a acidificação dos oceanos - Os impactos das Mudanças Climáticas surgem cada vez mais rápido. O Climate Change Science Compendium é uma análise realizada a partir de 400 grandes constribuições científicas para a nossa compreensão dos sistemas terrestres e do clima que foram lançadas nos últimos três anos por meio de literaturas revisadas por especialistas ou por instituições de pesquisa".

Download aqui.

29 de out. de 2009

"O planeta não é uma prioridade"


"Uma pesquisa realizada na Capital e em 12 cidades da área de cobertura da Unimed Porto Alegre trouxe uma notícia desanimadora: a preservação do ambiente não é uma prioridade quando o assunto é bem-estar. Dos 12 aspectos analisados, o item ficou em penúltimo lugar. A análise apresentou o que os moradores consideram essencial para elevar seu ânimo e o grau de satisfação com o papel que desempenham em busca da realização pessoal. O estudo gerou o Índice de Bem-Estar Unimed Porto Alegre. Em uma escala de zero a cem, o IBE na Capital ficou em 67.

Entre questões que envolvem a separação do lixo e o consumo de produtos que causam menos impacto, a pesquisa apurou a importância do ambiente para elevar o bem-estar da população. A avaliação desse quesito ficou abaixo da média geral: 62,4.

Mesmo com contínuas iniciativas de conscientização, a posição é modesta. Os benefícios coletivos que essas ações promovem não seriam suficientes para sensibilizar.

– As pessoas pensam no seu bem-estar. As campanhas não têm sucesso porque não pegam pela emoção – diz Ariane Kuhnen, do Laboratório de Psicologia Ambiental da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A pouca importância dada ao tema seria consequência da falta de consciência coletiva: se a destruição não acontece na frente de casa, é como se o problema deixasse de existir.

– Há um distanciamento entre o que as pessoas acham importante para elas e o que devem fazer pelo ambiente – justifica um dos coordenadores da pesquisa, Carlos Rossi.

A dificuldade para fazer essa associação também é destacada por Luis Felipe Nascimento, professor do curso de Econegócios da Escola de Administração da UFRGS:

– A situação vai mudar quando as pessoas sentirem que o ambiente tem uma importância direta na vida delas. A separação do lixo, por exemplo, não influencia diretamente a vida de quem separa.

Campanhas precisam emocionar:

- As campanhas de conscientização são muito focadas na informação. A emoção precisa ser trabalhada para estimular o engajamento da sociedade.
- Uma alternativa seria trabalhar o apego: cuidar da cidade ou do bairro como se fosse a nossa casa.
- Incentivar a socialização ao ar livre ajudaria a entender que os espaços urbanos não são só locais de passagem e merecem atenção.
- Abordar o cuidado com o ambiente como um benefício individual, e não apenas coletivo, poderia sensibilizar mais a todos."

Notícia divulgada pelo Jornal Zero Hora, edição nº 16139, de 29 de outubro de 2009 (íntegra aqui).
Veja ainda: quadro sobre a pesquisa.
Sobre o Índice de Bem-Estar Unimed Porto Alegre.
Blog da Unimed sobre Índice de Bem-Estar

25 de out. de 2009

Destaque no SIC 2009 - UFRGS


O Grupo de Pesquisa e Extensão "Ecopersonalismo, Direito e Ambiente" teve o trabalho "Repercussões do pensamento de Lutzenberger na legislação ambiental rio-grandense e brasileira", de autoria do acadêmico TITO CLÁUDIO MOURA MOREIRA, e orientação do Prof. Dr. Alfredo de J. Flores, dentre os destaques do XXI Salão de Iiniciação Científica - XVIII Feira de Iniciação Científica - IV Salão UFRGS Jovem.

"O cerne da questão a ser tratada nesta pesquisa foi o legado deixado por José Lutzenberger, notoriamente quanto à importância da questão ambiental. O enfoque deste trabalho se deu na influência das idéias de Lutzenberger na legislação ambiental rio-grandense e brasileira".

11 de jan. de 2009

Recensão ao livro Ecologismo Personalista


"Recensión al libro de J. Ballesteros: Ecologismo personalista (Tecnos, Madrid, 1994), en Derechos y Libertades, nº 4, 1995, pp. 599-609", escrito por María Eugenia Rodríguez Palop, disponível aqui.