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16 de set. de 2010

Camada de Ozônio: ONU anuncia que os esforços mundiais deram resultado


Segundo a ONU, os esforços internacionais para a proteção da camada de ozônio deram êxito, pois contribuíram para deter a sua deteriorização e por ter mitigado os efeitos dos gases contaminantes.
Segundo o relatório conjunto da Organização Meteorológica Mundial (OMM – WMO, em inglês) e o Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA – UNEP, em inglês), Scientific Assessment of Ozone Depletion: 2010 (Avaliação Científica da Degradação da Camada de Ozônio 2010), não houve redução da Camada de Ozônio nos últimos 10 anos.
O Secretario Geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou o papel das iniciativas como a do Protocolo de Montreal, que foi responsável pela eliminação de 98% da produção e consumo de produtos químicos perigosos até agora.
(Fonte: ONU, Imagem: WMO) 

Mais sobre o assunto:

 - Página da ONU sobre o Dia Internacional da Preservação da Camada de Ozônio, comemorado na data de 16 de setembro (em espanhol)

13 de ago. de 2010

"Grandes prédios aderem à sustentabilidade e têm lucro"


"Dois grandes e bons exemplos de sustentabilidade acabam de vir de cima: o tradicionalíssimo edifício Empire State Building, em Nova York (Estados Unidos), e o condomínio Dockside Green, em Victoria (Canadá).
No Empire State, a ideia é ilustrar para inspirar. É esse o espírito de uma mostra de sustentabilidade multimídia que traduz para leigos as iniciativas tomadas desde 2009 pelo condomínio e que visam a economia de energia e práticas sustentáveis. A exposição usa instalações e esculturas.
Após a conclusão do programa de reabilitação energética do prédio, a expectativa é que o condomínio reduza seu consumo de energia em mais de 38%, os custos com energia em US$ 4,4 milhões por ano (cerca de R$ 7,9 milhões), e as emissões de carbono em 105 mil toneladas nos próximos 15 anos.
No Canadá, a diferença é que a iniciativa já existe, e os ganhos à natureza são notáveis. Situado ao norte da cidade de Victoria, o complexo de edifícios de 70 mil m² não destruiu o ambiente, mas cedeu espaço a ele. Além de aprimorar a rede de lagoas e canais e torná-la ‘habitável’ para plantas e animais, a administração criou também um riacho artificial que circula água reciclada em uma usina subterrânea de tratamento de esgoto.
Há também turbinas de ventos nos telhados e sistemas de ventilação com ar externo e de uso de energia solar. Com isso, não há necessidade de uso de combustíveis fósseis para proporcionar calor à região. Originalmente uma sociedade entre um grupo de aprimoramento de moinhos de vento e o sindicato de crédito canadense, o projeto foi orçado em cerca de R$ 852 mil. O resultado para os moradores é que as contas de energia e de água juntas não chegam a 15 dólares canadenses (R$ 25)."

Notícia e imagem publicados pelo site Terra Meio ambiente/Andrés Bruzzone Comunicação. (As hiperligações foram acrescentadas)

1 de mar. de 2010

"Declaração ambiental é aprovada na Indonésia por mais de 130 países"


"Mais de 130 países aprovaram nesta sexta-feira (26) a Declaração de Nusa Dua sobre o Meio Ambiente, que destaca a importância da preservação da biodiversidade e da adoção de uma "economia verde", baixa em carbono e que freie a mudança climática.

Negociado durante o Fórum Ministerial Global sobre o Meio Ambiente, que terminou hoje, na Indonésia, o texto foi aprovado por ministros da área e preparado no âmbito das Nações Unidas.

"Pouco após [a conferência de] Copenhague e da grande frustração que gerou, os ministros de Meio Ambiente de mais de 130 países voltaram a encontrar uma voz coletiva. O mundo deveria estar orgulhoso disto", afirmou o diretor-executivo do Programa das Nações Unida para o Meio Ambiente (Pnuma, na sigla em inglês), o alemão de origem brasileira Achim Steiner.

"Esta era a primeira prova depois de Copenhague e o sistema demonstrou sua capacidade de resposta", acrescentou Steiner.

A declaração de Nusa Dua aborda desde a preservação da biodiversidade à gestão de resíduos eletrônicos, passando pela defesa de uma "economia verde" e da globalização das políticas ambientais.

Segundo o diplomata, o documento aprovado, entre outras coisas, vai proteger o ambiente do lixo eletrônico e do tráfico ilegal de resíduos tóxicos e promoverá a aproximação entre os avanços científicos e a comunidade política."

Fonte: Folha On Line/Efe
Notícia origianl publicada no site da UNEP

29 de out. de 2009

"O planeta não é uma prioridade"


"Uma pesquisa realizada na Capital e em 12 cidades da área de cobertura da Unimed Porto Alegre trouxe uma notícia desanimadora: a preservação do ambiente não é uma prioridade quando o assunto é bem-estar. Dos 12 aspectos analisados, o item ficou em penúltimo lugar. A análise apresentou o que os moradores consideram essencial para elevar seu ânimo e o grau de satisfação com o papel que desempenham em busca da realização pessoal. O estudo gerou o Índice de Bem-Estar Unimed Porto Alegre. Em uma escala de zero a cem, o IBE na Capital ficou em 67.

Entre questões que envolvem a separação do lixo e o consumo de produtos que causam menos impacto, a pesquisa apurou a importância do ambiente para elevar o bem-estar da população. A avaliação desse quesito ficou abaixo da média geral: 62,4.

Mesmo com contínuas iniciativas de conscientização, a posição é modesta. Os benefícios coletivos que essas ações promovem não seriam suficientes para sensibilizar.

– As pessoas pensam no seu bem-estar. As campanhas não têm sucesso porque não pegam pela emoção – diz Ariane Kuhnen, do Laboratório de Psicologia Ambiental da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A pouca importância dada ao tema seria consequência da falta de consciência coletiva: se a destruição não acontece na frente de casa, é como se o problema deixasse de existir.

– Há um distanciamento entre o que as pessoas acham importante para elas e o que devem fazer pelo ambiente – justifica um dos coordenadores da pesquisa, Carlos Rossi.

A dificuldade para fazer essa associação também é destacada por Luis Felipe Nascimento, professor do curso de Econegócios da Escola de Administração da UFRGS:

– A situação vai mudar quando as pessoas sentirem que o ambiente tem uma importância direta na vida delas. A separação do lixo, por exemplo, não influencia diretamente a vida de quem separa.

Campanhas precisam emocionar:

- As campanhas de conscientização são muito focadas na informação. A emoção precisa ser trabalhada para estimular o engajamento da sociedade.
- Uma alternativa seria trabalhar o apego: cuidar da cidade ou do bairro como se fosse a nossa casa.
- Incentivar a socialização ao ar livre ajudaria a entender que os espaços urbanos não são só locais de passagem e merecem atenção.
- Abordar o cuidado com o ambiente como um benefício individual, e não apenas coletivo, poderia sensibilizar mais a todos."

Notícia divulgada pelo Jornal Zero Hora, edição nº 16139, de 29 de outubro de 2009 (íntegra aqui).
Veja ainda: quadro sobre a pesquisa.
Sobre o Índice de Bem-Estar Unimed Porto Alegre.
Blog da Unimed sobre Índice de Bem-Estar