23 de jul. de 2010
"Supressão da vegetação nativa do Pampa tem dados consolidados"
25 de mar. de 2010
FAO publica principais conclusões de avaliação dos recursos florestais mundiais
- Brasil perdeu uma média de 2,6 milhões de hectares de florestas por ano nos últimos 10 anos, comparado com uma perda anual de 2,9 milhões de hectares anuais na década de 90; na Indonésia as perdas foram de 500 mil hectares no período de 2000-2010 e de 1,9 milhão de hectares no período de 1990-2000.
- Florestas primárias representam 36% do total da área florestal mundial, mas diminuíram em mais de 40 milhões de hectares desde 2000. Isso aconteceu, principalmente, pela reclassificação de florestas primárias para “outras florestas regeneradas naturalmente” por causa do corte seletivo de árvores e outras intervenções humanas.
- A área florestal em parques nacionais, áreas silvestres e outras áreas legalmente protegidas aumentou em mais de 94 milhões de hectares desde 1990 e agora equivale a 13% do total da área florestal.
- As florestas estão entre os maiores depósitos de carbono do mundo. Suas árvores e vegetação detém cerca de 289 gigatoneladas (Gt) de carbono. Somada, a quantidade de carbono retida na biomassa florestal, madeira e folhas em processo de decomposição e no solo é maior que o total de carbono na atmosfera. No mundo, os estoques de carbono na biomassa florestal diminuíram cerca de 0,5 Gt por ano entre 2000-2010, principalmente por causa de uma redução na área florestal total.
- Incêndios, pragas e doenças estão causando danos adicionais às florestas em alguns países. Em media, se informou que 1% de todas as florestas foram afetadas cada ano por incêndios florestais. Pragas de insetos danificam anualmente cerca de 35 milhões de hectares. Eventos climáticos extremos como tempestades, nevascas e terremotos também afetaram as florestas na última década.
- Desde o ano 2000, 76 países criaram ou atualizaram suas políticas florestais; e, desde o ano 2005, 69 países – principalmente na Europa e África –promulgaram ou alteraram suas leis florestais.
- A compilação de dados para a Avaliação dos Recursos Florestais Mundiais se torna cada vez mais completa e precisa. Novos dados e informações adicionais sobre reflorestamento e a expansão natural de florestas nos últimos 20 anos tornaram possível estimar taxas de desmatamento e perdas por causas naturais com mais precisão. A nova estimativa global para o período 1990-2000 (cerca de 16 milhões de hectares por ano) é mais alta que a estimativa anterior (13 milhões de hectares) porque ela agora inclui dados de desmatamento dentro de países que, no geral, tiveram um ganho líquido total em cobertura florestal.
- Até o final de 2011, um estudo que está sendo realizado com técnicas de sensoriamento remoto de florestas, liderado pela FAO, com amostras de aproximadamente 13.500 locais durante um período de 15 anos, entregará dados ainda mais precisos para as taxas de desmatamento global e regional.
2 de mar. de 2010
"Desmatamento na Caatinga já destruiu metade da vegetação original"

"Dados do monitoramento do desmatamento no bioma realizado entre 2002 e 2008 revelam que, neste período, o território devastado foi de 16.576 km2".
"Considerado o único bioma exclusivamente brasileiro, a Caatinga possui atualmente metade de sua cobertura vegetal original. Em 2008, a vegetação remanescente da área era de 53,62%. Dados do monitoramento do desmatamento no bioma realizado entre 2002 e 2008 revelam que, neste período, o território devastado foi de 16.576 km2, o equivalente a 2% de toda a Caatinga. A taxa anual média de desmatamento na mesma época ficou em torno de 0,33% (2.763 km²).
(...)
De acordo com os dados do monitoramento, a principal causa da destruição da Caatinga deve-se à extração da mata nativa, que é convertida em lenha e carvão vegetal destinados principalmente aos pólos gesseiro e cerâmico do Nordeste e ao setor siderúrgico de Minas Gerais e do Espírito Santo. Outros fatores apontados foram as áreas criadas para biocombustíveis e pecuária bovina. O uso do carvão em indústrias de pequeno e médio porte e em residências também foi indicado.
(...)
Com uma área total de 826.411 km², a Caatinga está presente nos estados da Bahia, Ceará, Piauí, Pernambuco, Paraíba, Maranhão, Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte e Minas Gerais. Os dois primeiros desmataram sozinhos a metade do índice registrado em todos os estados. Em terceiro e quarto lugar estão o Piauí e Pernambuco. Já o estado de Alagoas, por exemplo, possui atualmente apenas 10.673 km² dos 13.000 km² de área de caatinga originais".
Notícia divulgada no site do Ministério do Meio Ambiente (íntegra aqui).
Imagem: SEIA

