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19 de jan. de 2011

Vídeo: A História das Coisas



O presente vídeo faz uma crítica ao modelo tecnocrático estadunidense, ao demonstrar como a cultura consumista afeta as relações entre homem e natureza.

2 de set. de 2010

Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2010 - IDS 2010


"A construção de indicadores de desenvolvimento sustentável no Brasil integra-se ao conjunto de esforços internacionais para concretização das ideias e princípios formulados na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992, no que diz respeito à relação entre meio ambiente, desenvolvimento e informações para a tomada de decisões.
Com a publicação Indicadores de desenvolvimento sustentável: Brasil 2010, o IBGE dá continuidade à série iniciada em 2002, reafirmando, mais uma vez, seu compromisso de disponibilizar à sociedade um conjunto de informações sobre a realidade brasileira, em suas dimensões ambiental, social, econômica e institucional. 
Na atual edição, são apresentados 55 indicadores que, em sua maior parte, correspondem àqueles constantes na edição de 2008 – todos revistos e atualizados – e originam-se de estudos e levantamentos do IBGE e de outras instituições. Fornecem, em sua dimensão ambiental, informações relacionadas ao uso dos recursos naturais e à degradação ambiental, organizadas nos temas atmosfera, terra, água doce, mares e áreas costeiras, biodiversidade e saneamento. Em sua dimensão social, os indicadores vinculam-se à satisfação das necessidades humanas, melhoria da qualidade de vida e justiça social, abrangendo os temas população, trabalho e rendimento, saúde, educação, habitação e segurança. A dimensão econômica dos indicadores busca retratar o desempenho macroeconômico e financeiro e os impactos no consumo de recursos materiais e uso de energia mediante a abordagem dos temas quadro econômico e padrões de produção e consumo. Por sua vez, a dimensão institucional, desdobrada nos temas quadro institucional e capacidade institucional, oferece informações sobre a orientação política, a capacidade e os esforços realizados com vistas às mudanças necessárias para a implementação do desenvolvimento sustentável." (ler mais aqui)


Sobre os dados apurados pelo IBGE, veja as seguintes reportagens:

29 de ago. de 2010

"Manejo florestal pode render mais que pecuária e cultivo de grãos, diz estudo"


"Levantamento feito por pesquisadores da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) para o Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará (Ideflor) aponta que, quando respeitadas as leis ambientais e trabalhistas, o manejo florestal é mais lucrativo que a pecuária extensiva e o cultivo de grãos na Amazônia.
De acordo com o professor Antônio Cordeiro, que coordenou o estudo, cada hectare (10 mil metros quadrados) de floresta amazônica pode render R$ 22,05 com manejo florestal por ano, em comparação com R$ 6,00 da pecuária e R$ 14,00 das lavoura de grãos. “A ideia é que as entidades financiadoras que não conhecem essa rentabilidade, disponibilizem linhas de crédito para a exploração florestal”, explica.
O manejo florestal consiste na exploração planejada e controlada da mata, de forma a permitir que se recupere, reduzindo o impacto ambiental. O estudo foi feito para orientar os processos de concessão de manejo em florestas públicas estaduais no Pará. O mercado local de madeira em tora foi usado como referência para estabelecer o preço da floresta em pé a ser manejada. O valor médio da madeira em pé foi estimado em R$ 27,20 por metro cúbico.
Cordeiro destaca que a pesquisa foi feita na região da Ilha do Marajó, nos municípios de Bagre, Chaves, Afuá, Portel e Juruti, que proporcionalmente tem menos madeiras nobres que outras partes do Pará, e que, ainda assim, o manejo se mostrou rentável. “Ali há alto índice de madeira branca, que tem menor valor e é muito usada para laminado e compensado”, explica.
A comparação com a agricultura e a pecuária foi feita considerando os custos de cumprir as leis ambientais e pagar os trabalhadores corretamente, o que muitas vezes não ocorre nessas atividades no Pará. Os casos de trabalho análogo ao escravo ou com remuneração abaixo da mínima, por exemplo, são comuns em algumas fazendas de gado. Sem cumprir a legislação, explica Cordeiro, a pecuária é mais rentável que o manejo, mas não é sustentável ambientalmente."

Reportagem de Dennis Barbosa Do Globo Amazônia (imagem divulgada na reportagem. Nasa/produção).

13 de ago. de 2010

"Investidores querem empresas usando GRI nos relatórios de sustentabilidade"

"O grupo de engajamento da coordenação brasileira dos Princípios para o Investimento Responsável (PRI) decide enviar carta às empresas que fazem parte do índice IBRX 100 da BM&FBovespa para que empreguem o Global Report Initiative (GRI) na elaboração de seus relatórios de sustentabilidade. “O GRI é uma ferramenta usada internacionalmente que permite avaliar e comparar empresas, setores e a sua evolução ao longo do tempo”, explica a analista de Investimentos Responsáveis do Santander Asset, Maria Eugênia Buosi, que falou com o Sociedade Sustentável durante evento realizado no Banco Santander, em São Paulo, para discutir o assunto.
O relatório de sustentabilidade é uma ferramenta de comunicação do desempenho social, ambiental e econômico das organizações e o GRI é considerado o modelo mais completo e difundido no mundo para sua elaboração. De acordo com Aloízio Macário, da Previ – Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, a adoção do GRI vai ajudar os investidores no momento da avaliação dos investimentos e, portanto, dos riscos. 
Riscos - De acordo com o executivo, no momento, a Previ trabalha para mostrar às companhias no Brasil a importância da abordagem das questões levantadas nos relatórios de sustentabilidade. “Na próxima etapa, queremos evoluir para traçar uma comparabilidade dos relatórios, ainda que setorialmente”, explica Macário. “No âmbito externo, queremos juntar outros signatários do PRI para que as empresas recebam uma carta dizendo que nós, investidores, queremos que as empresas usem o GRI.
A Previ é o maior fundo de pensão da América Latina e está entre os 40 do mundo em patrimônio. Segundo Macário, no portfólio da Previ, há 39 companhias que contam com investimentos da organização e várias delas fazem parte do IBRX 100. “Pesquisa mostra que, das 39 empresas, 61,5% possuem algum tipo de relatório de sustentabilidade e, destes, 41% fazem o relatório usando como ferramenta o GRI, um padrão que pegou internacionalmente.” Por meio da participação nas companhias e nos seus conselhos, os representantes da Previ têm focado na redução dos riscos e estão conseguindo abordar as questões relativas às atividades empresriais num horizonte de longo prazo, explica Macário.
Maria Eugênia, do Santander, lembra que empresa que se expõe a riscos pode ter no futuro seu valor comprometido. “O investidor quer saber dos resultados da empresa nas áreas ambiental e social”, diz.
Investidores - Os Princípios para o Investimento Responsável (PRI) foram elaborados por investidores institucionais líderes e contam com o apoio da Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e do Pacto Global das Nações Unidas. O PRI inclui critérios ambientais, sociais e de governança, que ajudam a alcançar melhores retornos de investimentos de longo prazo e mercados mais sustentáveis. A adesão é voluntária. No Brasil, entre os signatários estão a BM&FBovespa, a Vale, a Previ.
O PRI conta com 700 signatários no mundo, que possuem cerca de US$ 20 trilhões em ativos sob sua gestão. A Iniciativa que nasceu em abril de 2006 contando com 65 integrantes vem crescendo rapidamente, demonstrando o interesse cada vez maior dos investidores institucionais e gestores em aplicar os recursos de forma responsável para a sociedade e o meio ambiente."


Mais:


Download da publicação Princípios para o Investimento Responsável (aqui)
Conheça a lista de relatórios de sustentabilidade das empresas brasileiras (elaborada pelo site Sociedade Sustentável)

7 de jun. de 2010

Palestra NDIAMBIENTAL/UFPR

 

Informações aqui

19 de abr. de 2010

"Lavoura sustentável aumenta safra e lucro", diz estudo


"Estudo diz que agrobusiness não resolve problema da fome e que adoção de práticas ambientais na agricultura pode dobrar produção.

A produção agrícola baseada em padrões industriais e alimentos exportáveis (commodities) não colabora para combater a fome em vários países em desenvolvimento e frequentemente resulta em degradação ambiental, afirma um artigo publicado pelo CIP-CI (Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo), um órgão do PNUD em parceria com o governo brasileiro. Os autores do estudo defendem uma mudança de modelo, com incentivo para o que chamam de agricultura sustentável — baseada no conhecimento local e em técnicas de preservação.
Este pode ser um momento oportuno para rever os métodos tradicionais da 'revolução verde', como subsídios a fertilizantes e pesticidas, e explorar alternativas sustentáveis e de baixo custo que ajudem a conservar os recursos hídricos e da terra", defendem os pesquisadores Tuya Altangerel, do Escritório de Políticas para o Desenvolvimento, do PNUD, e o pesquisador Fernando Henao, da Universidade de Nova York, no texto Agricultura Sustentável: Uma saída para a pobreza de comida.
"A produção agrícola industrializada e a transformação de itens da cesta básica em commodities não ajudaram a aumentar o consumo de alimentos em muitos países em desenvolvimento, principalmente entre importadores de alimentos", afirmam os estudiosos. Já as práticas sustentáveis “são mais eficientes em desenvolver um sistema de produção resistente”.
Eles citam uma pesquisa feita com 12 milhões de pequenos produtores em 57 países em desenvolvimento, segundo a qual os lavradores que adotaram práticas sustentáveis — como gestão integrada de nutrição e pragas, armazenamento de água de chuva e cultivo mínimo do solo — viram a safra crescer, em média, 79%. O maior salto (mais de 120%) ocorreu em pequenas propriedades irrigadas e jardins urbanos e hortas.
Métodos de conservação, incluindo agricultura orgânica, podem atingir safra comparáveis às da agricultura industrial. Sustentadas ao longo do tempo, também geram lucros maiores e reduzem drasticamente o uso de pesticidas convencionais”, escrevem Tuya e Henao. Além disso, eles afirmam que as práticas sustentáveis asseguram ganhos ambientais e aumentam o valor nutricional dos alimentos.
No entanto, não é um caminho fácil. Adotar a agricultura sustentável requer intensa cooperação e construção de conhecimento em nível local. “Apesar de, inicialmente, isso poder elevar os custos, o lucro líquido em médio prazo ainda é maior do que na produção agrícola industrializada, principalmente se benefícios adicionais forem levados em consideração — como dinâmicas sociais fortalecidas, gerenciamento de recursos naturais locais e autossuficiência alimentar", ressaltam.
Na prática, seguir princípios sustentáveis pode ajudar as 100 milhões de pessoas que foram jogadas no universo da fome, em 2008, devido à crise econômica mundial. Os pesquisadores também veem um impacto positivo na vida de mulheres que comandam pequenas propriedades rurais, já que a adoção da agricultura sustentável pode melhorar o uso da terra em longo prazo, assim como a qualidade da alimentação da família".
Imagem e  Notícia publicada pela PNUD Brasil - reportagem de Daniele Brant, da PrimaPagina (hiperligações já constantes no texto).

2 de mar. de 2010

"Vision 2050: A Nova Agenda para as Empresas"


"Relatório do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (World Business Council for Sustainable Development - WBCSD), divulgado em Nova Délhi, na Índia, estima em US$ 6,2 trilhões as novas oportunidades de negócios para as empresas que se anteciparem na condução de uma pauta de desenvolvimento sustentável.
O trabalho Vision 2050: A Nova Agenda para as Empresas levou 18 meses para ser preparado e tem o objetivo de permitir a empresários que desenvolvam estratégias para que, em 2050, cerca de 9 bilhões de pessoas possam viver bem, com boa saúde, alimentação, moradia, energia, mobilidade e educação. O documento de 80 páginas estabelece um cenário em que a sociedade global alcança esse padrão sem danos adicionais à biodiversidade, ao clima ou ao ecossistema. O Conselho Mundial Empresarial é uma organização que reúne 29 empresas internacionais de 14 setores da economia.
(...)
De acordo com o documento, entre as ações que devem ser realizadas para que se possa caminhar no sentido da formação de uma sociedade sustentável estão:
(a) Atendimento das necessidades de desenvolvimento de cerca de 9 bilhões de pessoas, permitindo a capacitação educacional e econômica, especialmente de mulheres, bem como o desenvolvimento radical de soluções, estilos de vida e comportamentos mais ecoeficientes.
(b) Incorporação à estrutura do mercado dos custos de externalidades e impactos de produção, começando pelo carbono, serviços do ecossistema e água.
(c) Duplicação da produção agrícola sem aumentar a área de terra ou a água utilizadas.
(d) Fim do desmatamento e aumento dos benefícios das florestas plantadas.
(e) Cortar pela metade, até 2050, as emissões de carbono em todo o mundo (com base nos níveis de 2005), com a emissão de gases do efeito estufa atingindo o pico por volta de 2020, passando-se a dar preferência a sistemas de energia de baixo carbono e uma grande melhora na eficiência de energia no lado da demanda.
(f) Proporcionar acesso universal à mobilidade de baixo carbono.
(g) Melhorar, de quatro a dez vezes, o uso de recursos e materiais.
(h) Como parte dessa transformação, o Vision 2050 conclama as empresas a trabalhar com governos e sociedades em todo o mundo, para transformar os mercados e a concorrência".

(Texto: Sociedade Sustentável - Terra)
Detalhes da publicação aqui (em inglês)
Download da publicação aqui.