7 de nov. de 2010

Reportagem: "Cultivando Água Boa"


"O Brasil é tão rico em água que a gente até pensa que esse é um recurso infinito pelo país. Mas não é. Hoje em dia, a paisagem de rios secando se tornou até comum em várias regiões.
É o que acontece no oeste do Paraná, ao lado da grande barragem de Itaipu. Lá também já existem córregos e riachos que secaram por causa da má conservação do solo e da falta de proteção às nascentes. Mas essa realidade está mudando.
Mesmo na seca, um dos maiores espetáculos da natureza são as Cataratas do Iguaçu, que, na língua do índio, quer dizer água grande. Parece água que não acaba mais. No entanto, dia após dia esse produto se torna tão precioso que já existe gente pensando em produzir água, fazer cultivo de água.
Vinte e nove municípios do oeste do Paraná fizeram um pacto para a defesa de suas nascentes. É o Programa Cultivando Água Boa, coordenado pela Hidrelétrica de Itaipu." 


27 de out. de 2010

Palestra

Palestra sobre Função Ambiental da Propriedade e da Posse


O cenário contemporâneo, marcado pela sociedade de consumo, impõe grande pressão sobre os recursos naturais, gerando preocupações com o meio ambiente. Em face disso, surge a necessidade de se repensar o conceito de desenvolvimento humano, que passa a ser visto de uma perspectiva sustentável, que permita a utilização presente dos recursos naturais, sem esgotá-los, garantindo-os às futuras gerações. Nesse contexto, insere-se a importância de, no âmbito jurídico, conjugar os postulados do Direito Ambiental com outras disciplinas clássicas, como o Direito Civil, para a revisão de institutos relevantes para a preservação do meio ambiente, como a propriedade e a posse. Assim, é importante discutir em que medida, hoje, a regulação e aplicação destes institutos vêm sendo influenciados pela questão ambiental.
 Esse é o objeto da palestra “A função ambiental da propriedade e da posse”, que será realizada no dia 05/11, às 09hs, no Auditório da sede da Rua Luis Afonso, para os alunos do Curso de Direito da ESADE. A palestra será proferida pelo Prof. Albenir Itaboraí Querubini Gonçalves, especialista em Direito Ambiental Nacional e Internacional pela UFRGS e mestrando em Direito pela mesma instituição, Secretário Geral da Associação Brasileira de Direito Agrário – ABDA no Rio Grande do Sul, Professor do MBA em Gestão e Legislação em Cadeias Sustentáveis do Agronegócio do Instituto Universal de Marketing e Agribusiness - I-UMA, em Porto Alegre – RS. A palestra valerá 3hs de Atividades Complementares.

Fonte: Portal ESADE 

 
(Na foto: Albenir Querubini e profª Joséli Fiorin Gomes)

14 de out. de 2010

I Ciclo de Palestras e Debates em Segurança Alimentar e Agrotóxicos



 De 18 e 22 de outubro de 2010.
 
Horário
17h30 - 18h - Mostra de Curtas
18h - 20h30 - Palestras e Debates
 
Local - Sala Claudio Mussoi
Prédio 42/CCR/UFSM

O evento será transmitido ao vivo pela MultiWeb, no link:

6 de out. de 2010

Código Florestal


A revista "Unesp Ciência",  edição Outubro/2010 - Ano 2 - nº 13,  trouxe o artigo "Novo Código Florestal: cadê a ciência?"   que questiona base científica da alteração do Código Florestal.
Segundo o referido artigo, o Projeto que altera a lei de proteção de florestas no país segue para o Congresso sem base científica nem contraponto a previsões de danos ambientais.

Mais sobre o assunto: 

íntegra do artigo aqui.
conheça o substitutivo do projeto de lei elaborado pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) aqui
tramitação do  PL-1876/1999

1 de out. de 2010

Acesso à água


"Estudo publicado na revista científica Nature indica que 80% da população mundial vive em áreas em que o abastecimento de água potável não é assegurado. De acordo o estudo, cerca de 3,4 bilhões de pessoas enfrentam as piores ameaças.
Segundo os pesquisadores, o hábito ocidental de conservar água para suas populações em reservatórios funciona para as pessoas, mas não para a natureza. Para os cientistas, os países em desenvolvimento não devem seguir esse caminho, mas investir em estratégias de gerenciamento hídrico que mesclem infra-estrutura com opções naturais, como bacias hidrográficas e pântanos.
Os cientistas prevêem uma piora do cenário nos próximos anos com o aumento da população e as mudanças climáticas. “O que mapeamos foi um padrão de ameaças em todo o planeta, apesar dos trilhões de dólares gastos em engenharias paliativas”, disse o responsável pelo estudo Charles Vorosmarty, do City College de Nova York, referindo-se a represas, canais e aquedutos usados para assegurar o abastecimento de cidades. No mapa das ameaças ao abastecimento, parte da Europa e da América do Norte aparecem em condições ruins.
Mas quando o impacto da infra-estrutura criada para distribuir e conservar a água é adicionado, as ameaças desaparecem destas regiões, à exceção da África, que parece estar rumando para a direção oposta. “O problema é que sabemos que uma fatia enorme da população mundial não pode pagar por estes investimentos”, disse Peter McIntyre, da Universidade de Wisconsin, que também participou da pesquisa. “Na verdade, estes investimentos beneficiam menos de um bilhão de pessoas, o que significa que excluímos a grande maioria da população mundial”, disse ele.
Mesmo em países ricos, esta não é a opção mais inteligente. Poderíamos continuar a construir mais represas ou explorar mais fundo o subterrâneo, mas, mesmo se tivermos dinheiro para isso, não é uma saída eficiente em termos de custo”, afirmou McIntyre.
 Os pesquisadores criticaram a forma como a água foi tratada no ocidente. Um exemplo citado é o abastecimento de água da cidade de Nova York, feito por fontes nas montanhas de Catskill. Essas águas historicamente não precisavam de filtragem até a década de 1990, quando a poluição “agricultural” mudou o cenário. A solução adotada, dizem, um programa de conservação de terras, se provou mais barata do que a alternativa de construção de unidades de tratamento. Para os pesquisadores, países desenvolvidos e os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) não conseguirão investir em infra-estrutura de abstecimento os US$ 800 bilhões que o estudo julga necessários até 2015."

Notícia e imagem publicadas pela Redação Sociedade Sustentável em 30.09.2010 

Link para o artigo "Global threats to human water security and river biodiversity", publicado pela Nature.

25 de set. de 2010

Publicação


Boletim Regional, Urbano e Ambiental
Número 4, julho/2010 (edição dedicada ao tema das mudanças do clima).

Sumário:

- Economia da mudança do clima no Brasil
- O impacto das mudanças climáticas na lucratividade das atividades agrícolas no Brasil
- Vulnerabilidade socioeconômica da agricultura familiar brasileira às mudanças  climáticas: o desafio da avaliação de realidades complexas
- Aspectos regulatórios das mudanças climáticas no Brasil
- O Protocolo de Quioto e sua regulamentação no Brasil
- Do MDL às NAMAs: perspectivas para o financiamento do desenvolvimento sustentável brasileiro
- de Copenhague a Cancún: dúvidas e expectativas
- Análise das metas do Acordo de Copenhague
- O estágio atual das negociações sobre NAMAs: implicações para o Brasil e para o futuro das negociações sobre mudanças climáticas
- Novo contexto da agricultura: alta produtividade + eficiência no uso da terra = baixas emissões de GEEs
- Mecanismo de redução de emissões por desmatamento e degradação florestal em países em desenvolvimento (REDD) e sua aplicação no caso brasileiro
- Justiça climática e eventos climáticos extremos: o caso das enchentes no Brasil

Download aqui.

16 de set. de 2010

Camada de Ozônio: ONU anuncia que os esforços mundiais deram resultado


Segundo a ONU, os esforços internacionais para a proteção da camada de ozônio deram êxito, pois contribuíram para deter a sua deteriorização e por ter mitigado os efeitos dos gases contaminantes.
Segundo o relatório conjunto da Organização Meteorológica Mundial (OMM – WMO, em inglês) e o Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA – UNEP, em inglês), Scientific Assessment of Ozone Depletion: 2010 (Avaliação Científica da Degradação da Camada de Ozônio 2010), não houve redução da Camada de Ozônio nos últimos 10 anos.
O Secretario Geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou o papel das iniciativas como a do Protocolo de Montreal, que foi responsável pela eliminação de 98% da produção e consumo de produtos químicos perigosos até agora.
(Fonte: ONU, Imagem: WMO) 

Mais sobre o assunto:

 - Página da ONU sobre o Dia Internacional da Preservação da Camada de Ozônio, comemorado na data de 16 de setembro (em espanhol)